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06 de Agosto de 2026 às 09:18
Foto: Divulgação
Quando se afirma “povo brasileiro” existe a intenção sincera de quem fala de sintetizar características, necessidades e sonhos de uma grande coletividade que coexiste de Norte a Sul, Leste a Oeste. No entanto, seria mais exato falar em “povos brasileiros”, um conjunto esparso com múltiplas características, necessidades que nem sempre são as mesmas e sonhos que podem ser conflitantes. Há casos em que um mesmo povo se espalha por dois países – os amazônicos Ashaninka, por exemplo, que fazem parte simultaneamente dos povos brasileiro e peruano porém têm razões para lamentar que sua situação não é reconhecida como deveria.
Os Ashaninka são pressionados pelos brasileiros, peruanos e outros estrangeiros que agem incessantemente para tirar o máximo que podem da floresta, rasgando estradas sem os cuidados necessários, promovendo a mineração sem proteção ambiental e sanitária e explorando o narcotráfico se aproveitando das debilidades policiais dos governos da região.
A Justiça brasileira, tão atacada por suas contradições, deu seis meses de prazo para que o governo apresente um plano para salvar esse povo que sofre um abandono injustificável, revelador de indiferença e desumanidade em tempos de internet rápida e informação imediata. Mesmo vivendo em numa região com tanta água e tantos peixes, as águas são envenenadas e os peixes se contaminam. Situação de horror que nenhum povo deveria sofrer.
Numa jornada repleta de candidatos ao governo de Rondônia acabaram restando apenas seis ao final das contas. Ficaram pelo meio do caminho desde o ex-governador Ivo Cassol, que ficou inelegível, outros interessados na disputa que não prosperaram como o atual deputado federal Lucio Mosquini (PL-Ouro Preto), até mais recentemente o advogado Luís Carlos Teodoro do PSOL-Guajará Mirim, que tinha virado vice de Expedito Neto, da aliança Brasil Esperança, o pedetista Ricardo Frota (Porto Velho) o prefeito de Vilhena Flori Cordeiro (Podemos), entre outros nomes cogitados desde o final do ano passado.
Ficaram então no páreo para o CPA estes seis candidatos 1- O senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) 2 – O ex-prefeito Adailton Fúria (PSD-Cacoal) 3 –O ex-prefeito de Hildon Chaves ( União Progressista-Porto Velho) 4 – O empresário Pedro Abib (MDB-Porto Velho), 5 – O ex-deputado federal Expedito Neto (PT-Rolim de Moura) 6 – O sindicalista Samuel Costa (PSB-Porto Velho). Até 15 de agosto quando se encerra o prazo de registro das candidaturas algumas surpresas poderão ocorrer, como mudanças de nomes de alguns candidatos por força de conversações que acontecem nos bastidores. Os debates estão para começar e a campanha, então, vai esquentar.
O PRD, que forma juntamente com o Solidariedade, a Federação Solidária comparece na campanha eleitoral 2026 como uma surpresa: Tem deputados estaduais bem votados, como o líder do governo Jean de Oliveira, liderando a nominata com outros três parlamentares, mais candidaturas fortes como a do ex-deputado estadual Carlos Magno. A Federação Solidária foi homologada em apoio à candidatura a governador do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria. No segmento feminino duas mulheres na peleja a Câmara dos Deputados: Marcia de Oliveira, que é mãe do deputado Jean e Ada Boabaid, esposa do deputado Jesuíno.
Se forem levadas em conta as nominatas mais fortes para a peleja das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, o postulante cacoalense ao Palácio Rio Madeira, Adailton Fúria, sede do governo estadual, larga com boa vantagem. O governador Marcos Rocha e o idealizador da candidatura de Fúria, Expedito Junior trabalharam bem nesta estruturação. Fúria tem o nome mais fraco eleitoralmente ao Senado, que é o ex-secretário de Finanças Luís Fernando, presa fácil para os nomes de ponteira, como Mariana Carvalho, Fernando Máximo, Acir Gurgacz, Bruno Bolsonaro e Silvia Cristina. No entanto, Fúria comparece com chapas vitaminadas a Câmara dos Deputados e ALE.
Tenho acompanhado com atenção e recomendo a coluna “Um Dia na História”, de autoria do nosso mestre em jornalismo e historiador José Lucio Cavalcante de Albuquerque com passagens nos jornais Alto Madeira, a Tribuna, e o Estadão e no momento com sua coluna circulando em múltiplos jornais eletrônicos de todo o estado. Numa de suas colunas enfatizou a presença de políticos forasteiros que tomaram conta das eleições em Rondônia, quando o estado vivenciava seu apogeu migratório, focalizando a presença do multimilionário mineiro Mucio Athayde, que foi deputado federal cassado em 1964, uma das personagens mais controversas da política rondoniense e que tentou ser candidato ao governo do Distrito Federal nos anos 80 sendo impedido pela justiça.
*** O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Porto Velho Mauro Nazif está incrementando sua campanha a Câmara dos Deputados na capital e no Vale do Guaporé. Ele tem forte prestigio perante o funcionalismo público *** Com o encerramento das convenções partidárias agora se espera o horário gratuito e os debates para finalmente a campanha eleitoral 2026 esquentar de vez. Mas já temos muita lama trocada nas mídias sociais e pesquisas para lá de fajutas *** O veterano jornalista Mesquita de Figueiredo lançou seu blog recentemente num almoço que reuniu vários comensais dinossauros da imprensa rondoniense no festejado restaurante Peixim.
Fonte: Rondoniaovivo
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