04 de Agosto de 2026 às 10:31

Atualizada em : 04 de Agosto de 2026 às 11:43

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O que era para ser mais um dia de trabalho para um casal de autônomos em Porto Velho transformou-se em uma tragédia dupla: primeiro pela violência no trânsito e, logo depois, pela lentidão da saúde pública estadual. Há mais de 45 dias, o motorista de aplicativo Jorge Martinez aguarda na fila do Hospital de Retaguarda Regina Pacis para realizar cirurgias ortopédicas depois de ter sido atingido em cheio por um pneu que se soltou de uma caminhonete em movimento na BR-364.

O acidente ocorreu na manhã do dia 18 de junho de 2026, por retorna das 11h30, no trecho da rodovia federal em frente ao atacadista Assaí. Jorge estava na moto com sua esposa, a cuidadora Mara França, quando foram surpreendidos.

"O pneu veio rolando da outra via e nos atingiu de frente. Não tivemos chances de desviar, atingiu a frente da moto" , relembra Mara em conversa com Rondoniaovivo . Após o impacto, o motorista da caminhonete fugiu do local sem prestar socorro.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), porém até o momento o proprietário do veículo não foi localizado para arcar com os danos físicos e materiais.

O impacto deixou o casal com fraturas graves. Mara quebrou a tíbia e a fíbula. Ela já obteve passar por procedimento cirúrgico e se recupera em casa, em constante repouso. Para Jorge, entretanto, os problemas parecem longe do fim. Ele sofreu fraturas no fêmur, na tíbia, no braço e na mão, além de várias escoriações.

Inicialmente, o trabalhador foi submetido a uma primeira cirurgia apenas para a colocação de fixadores externos (pinos de metal que vão da canela até a coxa e no braço) e entrou na fila de espera do Hospital de Base por falta de leitos e vagas no centro cirúrgico.

Atualmente, Jorge foi transferido e encontra-se internado no Hospital de Retaguarda Regina Pacis, aguardando as operações definitivas no joelho, punho e, principalmente, no fêmur.

Sem a renda das corridas de aplicativo do marido e das diárias como cuidadora, a família, que mora de aluguel, não recebe qualquer amparo do causador do acidente, a burocracia do Estado agrava a situação.

"O auxílio-doença com o INSS demora muito. Ainda não paguei o aluguel, nem a luz. Estamos tendo gastos diários porque precisamos comprar produtos de higiene pessoal para levar para ele no hospital", desabafa Mara.

Diante do cenário de vulnerabilidade e da ausência de prazos por parte da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para a realização da cirurgia de Jorge, a família solicita auxilia no decorrer de o período de imobilização e internação.

Quem puder contribuir com qualquer valor para auxiliar o casal a custear o aluguel, contas básicas, alimentação e itens de higiene hospitalar, pode realizar doações diretamente via PIX para a conta da família.

Chave PIX : maradesouzafranca@gmail.com

Nome do titular : Mara Souza França

Contato : (69)9922 - 34521 (Mara França)

O espaço do jornalismo do Rondoniaovivo segue aberto caso a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) deseje se manifestar sobre a previsão cirúrgica do paciente Jorge Martinez no Hospital Regina Pacis.

Fonte: Rondoniaovivo