PORTO VELHO, RO – Bruno Bolsonaro Scheid tornou-se o primeiro candidato de Rondônia a apresentar à Justiça Eleitoral o pedido de registro para a disputa ao Senado Federal nas eleições gerais de 2026. As informações da candidatura foram inseridas no sistema DivulgaCandContas, mantido pelo Tribunal Superior Eleitoral, e já estavam disponíveis para consulta pública nesta quinta-feira, 6 de agosto.

O candidato do Partido Liberal utilizará o número 222 na disputa por uma das vagas de Rondônia no Senado.

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A candidatura integra a coligação Juntos por Rondônia, formada por Podemos, Partido Liberal, Democracia Cristã, Novo e Mobiliza.

Perfil

Bruno nasceu em 13 de abril de 1983, em Paragominas, no Pará, e chegou ainda criança a Rondônia. Sua trajetória pessoal e profissional está ligada ao setor produtivo, especialmente à pecuária, à atividade rural e ao empreendedorismo. Criado no bairro Caladinho, na zona Sul de Porto Velho, Bruno também trabalhou com lavoura de arroz, manejo de gado e produção rural. Ele serviu voluntariamente ao Exército Brasileiro e passou a construir sua atuação pública em torno de temas como disciplina, trabalho, família, segurança, propriedade privada e desenvolvimento econômico. A ligação direta com o campo passou a ocupar espaço central em sua atuação política. Bruno Bolsonaro Scheid apresenta a defesa do produtor rural como uma pauta relacionada à geração de empregos, à produção de alimentos, ao crescimento da economia de Rondônia e à necessidade de garantir segurança jurídica para quem trabalha e investe no estado.

Motivações

O candidato afirmou que uma experiência vivida em 2018 teve influência direta sobre sua decisão de participar da política. Na ocasião, integrantes de sua família foram mantidos em cárcere dentro de uma propriedade rural durante uma invasão atribuída a integrantes da Liga dos Camponeses Pobres. O episódio passou a ser relacionado por Bruno Bolsonaro à defesa da propriedade privada, da segurança no campo e da presença efetiva do poder público nas áreas rurais. Sua plataforma inclui o fortalecimento das forças de segurança, a proteção de produtores e trabalhadores e o enfrentamento de invasões e organizações criminosas.

No agronegócio, Bruno defende medidas destinadas a ampliar a segurança jurídica, reduzir entraves administrativos e permitir que os produtores tenham condições de investir, produzir e comercializar. Também sustenta a necessidade de avançar na regularização fundiária, tema considerado estratégico para produtores rurais de diferentes regiões de Rondônia. Outra proposta apresentada pelo candidato é ampliar a industrialização da produção estadual. A intenção declarada é fazer com que uma parcela maior dos produtos agrícolas e pecuários seja beneficiada dentro de Rondônia, agregando valor às matérias-primas, aumentando a geração de empregos e movimentando as economias municipais. Bruno também tem defendido o fortalecimento das cooperativas, a modernização da atividade rural, a adoção de tecnologias no campo e a abertura de novas oportunidades para os produtores. Em eventos ligados ao setor produtivo, destacou a importância das feiras agropecuárias como ambientes para a realização de negócios, a apresentação de equipamentos, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento regional.

Relação com Jair Bolsonaro

A candidatura ao Senado está ligada à relação política mantida por Bruno com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele passou a acompanhar Bolsonaro em viagens, encontros e eventos, além de participar de articulações com lideranças políticas e representantes do agronegócio das regiões Norte e Centro-Oeste.

Bruno também esteve no Palácio do Planalto em diferentes oportunidades durante o governo Bolsonaro e passou a integrar o grupo de aliados que acompanhava o ex-presidente em compromissos políticos. A proximidade foi mantida depois do encerramento do mandato presidencial e resultou na consolidação de Bruno como um dos nomes de confiança de Bolsonaro em Rondônia.

Dentro do Partido Liberal, Bruno ampliou sua participação nas decisões partidárias e passou a ocupar a vice-presidência estadual da legenda. A candidatura ao Senado foi homologada pelo PL com o número 222, mantendo a vinculação direta com a estrutura partidária bolsonarista em Rondônia e no cenário nacional.
Entre os principais temas defendidos por Bruno está a liberdade, conceito que ele relaciona à liberdade de expressão, à proteção das garantias individuais, ao direito de propriedade, à liberdade econômica e à possibilidade de trabalhar e empreender sem interferências consideradas excessivas do Estado.

O candidato sustenta que o cidadão deve ter assegurado o direito de produzir, investir, expressar opiniões e exercer suas atividades dentro da legislação. Essa posição também é associada à redução da burocracia, à revisão de exigências administrativas e à ampliação da autonomia dos estados e municípios em relação ao Governo Federal.

Em relação ao Supremo Tribunal Federal, Bruno defende que a Corte exerça as funções estabelecidas pela Constituição e que seja mantida uma divisão clara entre as atribuições do Judiciário, do Legislativo e do Executivo. Ao tratar do assunto, afirmou: “O Supremo é uma casa constitucional e lá ela deve voltar.”

A declaração integra a posição de Bruno em defesa do equilíbrio entre os Poderes. Ele sustenta que o Senado deve exercer integralmente as prerrogativas atribuídas pela Constituição, inclusive na fiscalização de integrantes das instituições da República e na análise de situações que envolvam possíveis excessos cometidos por autoridades.

Bruno também afirma que a próxima composição do Senado precisará assumir uma atuação mais firme na defesa das competências do Poder Legislativo. Para ele, os senadores devem participar diretamente dos debates institucionais, exercer a fiscalização prevista em lei e garantir que cada Poder permaneça dentro de suas atribuições constitucionais.

A posição está relacionada à proposta de formação de uma maioria conservadora no Senado. O candidato apresenta sua candidatura como parte de um movimento nacional destinado a eleger parlamentares alinhados à defesa da liberdade, da propriedade privada, da família, do setor produtivo e da limitação do poder estatal.
Outro tema presente em suas manifestações é a situação das pessoas presas, condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Bruno defende a aprovação de uma anistia pelo Congresso Nacional e a revisão de penas que considera desproporcionais.

A posição inclui a defesa da análise individual das condutas atribuídas a cada pessoa, a diferenciação entre os níveis de participação nos acontecimentos e o respeito ao devido processo legal. Bruno também questiona punições aplicadas de forma coletiva e sustenta que o Congresso possui competência para discutir e aprovar medidas relacionadas à anistia.

Na segurança pública, o candidato defende mudanças na legislação penal e processual penal, o fortalecimento das forças policiais e a ampliação da proteção oferecida aos cidadãos. A proposta apresentada por ele inclui a atualização do Código Penal e do Código de Processo Penal, com regras que permitam respostas mais efetivas contra crimes praticados nas cidades e nas áreas rurais.

A infraestrutura de Rondônia também aparece entre as prioridades. Bruno Bolsonaro tem criticado os impactos econômicos da concessão e da cobrança de pedágios na BR-364, principal corredor rodoviário utilizado para o transporte de pessoas, alimentos, combustíveis, insumos e produtos agrícolas no estado.
O candidato argumenta que os valores cobrados nas praças de pedágio podem ser incorporados aos custos dos fretes e, posteriormente, transferidos aos preços pagos pelos consumidores. A posição apresentada por Bruno é a de que melhorias na rodovia precisam ser realizadas sem comprometer a competitividade dos produtores e sem elevar de maneira excessiva os custos de circulação dentro de Rondônia.

Na área econômica, Bruno defende maior controle sobre os gastos públicos, transparência na aplicação dos recursos e acesso da população às informações relacionadas ao orçamento. Ele utiliza a expressão “caixa transparente” para explicar a proposta de ampliar a fiscalização e permitir que os cidadãos acompanhem a utilização do dinheiro público.

A chapa registrada por Bruno Bolsonaro Scheid tem Guilherme Augusto de Freitas Teodoro como primeiro suplente. Empresário e produtor rural do Cone Sul de Rondônia, Guilherme possui atuação ligada à representação institucional do agronegócio. Guilherme Teodoro foi eleito vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja, a Aprosoja Brasil, representando Rondônia na diretoria responsável pelo triênio de 2024 a 2027. Sua presença na chapa amplia a participação do setor produtivo e incorpora experiências relacionadas à agricultura, à pecuária, à logística e à organização dos produtores.

A escolha do primeiro suplente também agrega uma representação territorial do Cone Sul, região com forte participação na produção agrícola estadual. Guilherme acompanha discussões sobre custos de produção, transporte, crédito, regularização fundiária, infraestrutura e segurança jurídica para o agronegócio. O segundo suplente registrado é Dilceu Fernandes Machado. Assim como Bruno e Guilherme, ele é filiado ao Partido Liberal e integra formalmente a composição apresentada à Justiça Eleitoral para a disputa ao Senado.

Com o pedido incluído no sistema do TSE, Bruno Bolsonaro Scheid inicia formalmente a etapa eleitoral como candidato do PL ao Senado por Rondônia. A chapa formada com Guilherme Teodoro e Dilceu Fernandes aguarda agora o julgamento dos registros pela Justiça Eleitoral, enquanto prepara uma campanha estruturada em temas como liberdade, agronegócio, segurança, propriedade privada, desenvolvimento econômico, equilíbrio institucional e defesa das prerrogativas constitucionais do Senado.

Fonte: Assessoria

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FONTE/CRÉDITOS: Sthanley Souza Sthanley