Um nome relativamente novo na política de Rondônia começa a chamar atenção na disputa por uma das vagas ao Senado em 2026. Bruno Scheid (PL) entrou na corrida eleitoral carregando um ativo de peso entre o eleitorado conservador: a proximidade e o apoio político do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sua família.

E Scheid tenta transformar esse apoio em votos.

Nas últimas semanas, o candidato tem intensificado reuniões e encontros com apoiadores em diferentes regiões. Em um dos atos realizados na semana passada, na Unopar, em Porto Velho, a organização estimou a presença de aproximadamente 500 pessoas.

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O tamanho da mobilização chama atenção principalmente por se tratar de um candidato que busca ampliar seu conhecimento junto ao eleitorado rondoniense.

BOLSONARISMO COMO BANDEIRA

Scheid não esconde de qual lado está.

Sua campanha está diretamente identificada com as principais bandeiras da direita brasileira e do bolsonarismo.

O candidato tem defendido a liberdade individual, o agronegócio, a propriedade privada e aquilo que classifica como necessidade de restabelecimento da segurança jurídica no país.

Também tem feito críticas contundentes à atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal e colocado entre suas prioridades políticas a defesa de uma anistia para pessoas que considera injustiçadas em decorrência dos acontecimentos de 8 de janeiro.

Outro ponto central do discurso é o combate às invasões de propriedades.

DEFESA DO PRODUTOR RURAL

Administrador e produtor rural, Scheid tenta estabelecer uma conexão direta com um dos segmentos mais importantes da economia de Rondônia.

O candidato tem direcionado parte importante de seus discursos principalmente aos pequenos produtores e famílias que vivem há décadas no campo.

Scheid também vem fazendo críticas severas a operações e ações envolvendo órgãos federais e forças policiais em áreas rurais de Rondônia.

Em seus pronunciamentos, cita instituições como Ibama, ICMBio e Funai, argumentando que produtores e moradores tradicionais de determinadas regiões estariam sendo prejudicados por operações, embargos e outras medidas adotadas pelo poder público.

As críticas representam a posição política apresentada pelo candidato e não significam, por si só, que eventuais ações realizadas pelos órgãos citados tenham ocorrido fora da legalidade.

Ainda assim, Scheid encontrou no assunto uma bandeira eleitoral com forte capacidade de mobilização em um Estado onde a produção rural possui enorme peso econômico e social.

UM NOVO NOME EM BUSCA DE ESPAÇO

A estratégia parece clara.

Scheid pretende se apresentar como uma alternativa diretamente ligada ao campo conservador e disputar o eleitor que mantém identificação política com Jair Bolsonaro.

Com isso, tenta compensar sua menor trajetória eleitoral com uma identidade política facilmente reconhecida.

A missão, entretanto, está longe de ser simples.

Uma eleição para o Senado exige estrutura, presença nos 52 municípios, alianças políticas e capacidade de transformar mobilização nas redes sociais e grandes reuniões em votos espalhados por todo o Estado.

Scheid aposta justamente na força da direita rondoniense para conseguir isso.

CHAPA DEFINIDA

Bruno Scheid disputa o Senado pelo PL tendo Guilherme Teodoro e Dirceu Fernandes como suplentes. Segundo as informações apresentadas pela campanha, a chapa foi registrada na Justiça Eleitoral.

Agora começa a parte decisiva.

Com Bolsonaro como principal cabo eleitoral e um discurso direcionado ao eleitorado conservador, ao produtor rural e aos críticos do atual governo federal, Bruno Scheid tenta deixar de ser apenas uma novidade desta eleição.

Quer transformar o peso do bolsonarismo em Rondônia em uma cadeira no Senado Federal.

FONTE/CRÉDITOS: Alan Drumond