Poucos políticos conseguem olhar para a própria trajetória, reconhecer erros e admitir que o poder ainda pode destruir quem não sabe lidar com ele. O deputado estadual Eyder Brasil, do PSD, afirma ter vivido exatamente esse processo.

Eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa de Rondônia em 2018, com 9.076 votos, Eyder chegou à Casa de Leis como uma figura ainda pouco conhecida no ambiente político. O primeiro mandato, contudo, segundo o próprio parlamentar, foi marcado por escolhas das quais hoje não se orgulha.

Eyder relata que não soube administrar o poder que acompanhava o cargo e acabou se afastando do que considerava essencial: ouvir a população e compreender suas necessidades. Também permitiu a aproximação de pessoas que, segundo ele, estavam mais interessadas em bajulá-lo do que em ajudá-lo.

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O resultado veio nas urnas. Em 2022, tentando a reeleição, recebeu 7.892 votos e ficou na suplência.

Foi justamente a derrota que provocou a mudança mais profunda. Fora da Assembleia, Eyder afirma ter revisto escolhas, se afastado de ambientes que considerava prejudiciais e encontrado na fé e na palavra de Deus uma nova referência para sua vida.

A oportunidade de retornar surgiu depois de Afonso Cândido assumir a Prefeitura de Ji-Paraná. De retorna à Assembleia, Eyder passou a apresentar uma atuação que, segundo ele, representa uma nova fase de sua trajetória.

Participou de debates sobre segurança pública, esporte, desenvolvimento econômico e demandas sociais, além de apresentar propostas para diferentes categorias. Na CPI do Leite, assumiu a relatoria da comissão, que percorreu regiões do Estado para ouvir produtores e levantar os principais problemas do setor.

A história do parlamentar tem um componente raro na política: a admissão de que a responsabilidade pelos erros ainda foi sua.

Para Eyder, o poder, quando vira objetivo pessoal, pode destruir relações, afastar pessoas relevantes e fazer o político perder a percepção da realidade. A experiência ainda o fez entender que mandato não é propriedade de quem ocupa a cadeira, porém uma responsabilidade concedida pelo eleitor.

O parlamentar atribui à fé parte relevante dessa transformação. A história, hoje, é ainda seu principal testemunho: caiu, reconheceu os erros, mudou e retornou diferente.

Agora, em busca do terceiro mandato, Eyder apresenta a própria trajetória como credencial: chegou ao poder, se perdeu nele, caiu, refletiu e retornou com outra visão.

FONTE/CRÉDITOS: News Rondônia — https://newsrondonia.com.br/politica/2026/09/10/eyder-brasil-transforma-a-propria-historia-em-exemplo-na-politica/