A Justiça da França condenou, nesta sexta-feira (10), um homem de 53 anos a 27 anos de prisão pelo assassinato da própria esposa, ocorrido em 2023, em Paris.

Segundo as investigações, após estrangular a vítima, o condenado esquartejou o corpo e espalhou os restos mortais no Parque Buttes-Chaumont, um dos espaços públicos mais conhecidos da capital francesa.

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Funcionários do parque localizaram um saco plástico contendo partes do corpo da mulher. A cabeça da vítima foi encontrada no dia seguinte pelas equipes responsáveis pela investigação.

Tentativa de esconder o crime

De acordo com a investigação, o casal, de origem argelina, morava nos arredores de Paris e tinha três filhos.

As autoridades informaram que o relacionamento enfrentava um período de desgaste, agravado por dificuldades financeiras.

Após matar a esposa, o homem colocou o corpo sobre um sofá, cobriu-o com um cobertor e orientou os filhos a não incomodarem a mãe, alegando que ela estava cansada.

Em seguida, saiu de casa para comprar uma esmerilhadeira, utilizada posteriormente para esquartejar o corpo.

Réu tentou despistar as investigações

Os investigadores apuraram que, após abandonar os restos mortais, o acusado enviou mensagens para o telefone celular da esposa perguntando onde ela estava, numa tentativa de criar a impressão de que desconhecia seu paradeiro.

Apesar da tentativa de despistar a polícia, o homem acabou confessando o crime durante o interrogatório.

Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, um tribunal de Paris o condenou a 27 anos de prisão por homicídio.

Violência contra a mulher preocupa autoridades

O caso ocorre em meio ao aumento dos registros de feminicídios na França.

Dados oficiais apontam que, em 2024, 107 mulheres foram assassinadas por companheiros ou ex-companheiros no país, número 11% superior ao registrado no ano anterior.

As estatísticas reforçam o debate sobre políticas públicas de prevenção à violência doméstica e proteção às mulheres.