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Uma jovem de 19 anos voltou a mover os braços cinco meses após receber um tratamento experimental para lesão medular. Júlia Magalhães, que ficou tetraplégica depois de um grave acidente de trânsito ocorrido em janeiro deste ano, apresentou uma evolução considerada animadora durante as sessões de reabilitação. Saúde
A jovem é a quarta paciente do Rio de Janeiro e a 23ª do Brasil a participar do estudo clínico que avalia a eficácia da polilaminina, substância desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para auxiliar na recuperação de pessoas com lesões na medula espinhal.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Júlia aparece movimentando os braços durante uma sessão de fisioterapia, emocionando familiares e internautas. A conquista representa um avanço importante para quem, após o acidente, perdeu completamente os movimentos dos braços, pernas e tronco.
Tratamento experimental
A polilaminina foi aplicada em dose única, durante uma cirurgia realizada em fevereiro, diretamente na região lesionada da medula espinhal. O tratamento faz parte de uma pesquisa clínica autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que busca avaliar principalmente a segurança da substância e seu potencial para estimular a regeneração dos tecidos nervosos.
A substância foi desenvolvida a partir de uma versão modificada da laminina, proteína naturalmente presente no organismo e essencial para a regeneração celular.
Reabilitação intensiva
Além do tratamento experimental, Júlia mantém uma rotina intensa de reabilitação, com fisioterapia diária, fortalecimento muscular, bicicleta elétrica, exercícios respiratórios, uso de mesa ortostática e acompanhamento psicológico.
Segundo a equipe responsável, a recuperação ocorre de forma gradual, mas a evolução observada nos últimos meses representa um importante indicativo dos efeitos da combinação entre o tratamento e a reabilitação intensiva.
Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores reforçam que a polilaminina ainda está em fase experimental e necessita de novas etapas de estudos para comprovar sua eficácia e segurança antes que possa ser disponibilizada à população.
O caso de Júlia renova a esperança de milhares de pessoas que convivem com lesões medulares e destaca a importância dos investimentos em pesquisa científica e inovação na área da saúde.
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