O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) encaminhou novos documentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) para reforçar a investigação que apura possíveis irregularidades nas nomeações realizadas no gabinete do deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO). O caso envolve a contratação de familiares para cargos comissionados e voltou a registrar movimentação oficial neste mês.

Segundo informações do processo, a relatoria está sob responsabilidade do ministro Odair Cunha. A movimentação mais recente ocorreu em 2 de julho, quando a Câmara dos Deputados encaminhou ao TCU um boletim administrativo elaborado pela área de Auditoria e Gestão da Inovação, que foi anexado aos autos.

A investigação ganhou repercussão nacional após reportagem publicada pelo Metrópoles, em novembro de 2025, apontando que o parlamentar havia nomeado a companheira, a cunhada e dois concunhados para cargos em seu gabinete. De acordo com a publicação, os pagamentos aos quatro servidores ultrapassaram R$ 2,1 milhões em remunerações custeadas com recursos da Câmara dos Deputados.

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Na manifestação enviada ao TCU, o MP-TCU sustenta que a eventual exoneração dos servidores não elimina a responsabilidade dos envolvidos caso sejam confirmadas irregularidades. O órgão defende a apuração da efetiva prestação dos serviços e, se constatado dano ao erário, a responsabilização dos agentes e o eventual ressarcimento dos valores aos cofres públicos.

À época da divulgação das denúncias, Coronel Chrisóstomo informou que os familiares foram exonerados do gabinete logo após ser questionado sobre as nomeações. Até o momento, o processo segue em tramitação no Tribunal de Contas da União e ainda não há decisão definitiva sobre o caso.