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Um caso inusitado chamou a atenção em Joinville, Santa Catarina. Durante mais de um ano, um casal de pastores acreditou estar acolhendo uma menina de 12 anos dentro de casa. Segundo o relato, a suposta criança recebia cuidados, moradia e apoio financeiro da família.
Ao longo desse período, os pastores chegaram a organizar uma festa para comemorar o que seria o aniversário de 12 anos da jovem e custearam até mesmo um tratamento com Mounjaro, medicamento de alto custo utilizado sob prescrição médica.
Posteriormente, o casal descobriu que a pessoa acolhida não era uma criança, mas uma mulher de 37 anos, natural do Ceará. Para sustentar a falsa identidade, ela teria afirmado ser autista, adotado comportamentos infantis, falado com voz mais aguda e utilizado itens normalmente associados à infância, como mamadeira, chupeta e um objeto de apego para dormir.
De acordo com as informações divulgadas, apesar de ter acesso ao ambiente familiar e a bens da residência, a mulher não teria realizado furtos. O suposto golpe consistiria em se apresentar como uma criança vulnerável para obter abrigo, alimentação e sustento por um longo período.
As circunstâncias do caso e eventuais desdobramentos legais seguem sendo apurados pelas autoridades competentes.
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