A Operação Dionísio se tornou uma das maiores investigações de combate à corrupção dos últimos anos em Rondônia. Deflagrada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), a ação apura supostas fraudes em licitações, direcionamento de contratos e desvios de recursos públicos ligados à realização de grandes eventos promovidos com recursos estaduais.

No centro das investigações está o ex-secretário da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), Lourival Júnior de Araújo Lopes, conhecido como Júnior Lopes. Segundo o Ministério Público, ele é apontado como um dos principais envolvidos no suposto esquema investigado.

As apurações envolvem contratos relacionados à realização da Expoviola 2023, da 12ª Expovel 2023 e da 13ª Expovel 2024. De acordo com os investigadores, os processos teriam sido manipulados para favorecer empresas específicas, causando prejuízos aos cofres públicos e comprometendo a transparência dos procedimentos administrativos.

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Prisão e exoneração

Em dezembro de 2024, durante a segunda fase da Operação Dionísio, Júnior Lopes foi preso preventivamente por determinação da Justiça. Na mesma operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão e afastamentos de servidores suspeitos de auxiliar na destruição e ocultação de provas.

Um dia após a prisão, o governador de Rondônia oficializou a exoneração do então secretário da Sejucel. O governo informou que a medida foi adotada diante das investigações conduzidas pelo Ministério Público e reforçou o compromisso com o combate à corrupção.

Dias depois, o Tribunal de Justiça de Rondônia concedeu habeas corpus ao ex-secretário, que passou a responder ao processo em liberdade enquanto as investigações continuavam avançando.

Quem são os investigados

A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi recebida pela Justiça contra sete pessoas investigadas por suposta participação no esquema.

Entre os nomes divulgados oficialmente está:

  • Lourival Júnior de Araújo Lopes (Júnior Lopes) – ex-secretário da Sejucel.

Além dele, a denúncia também envolve:

  • Três servidores públicos da Sejucel;
  • Três empresários ligados às empresas contratadas para os eventos investigados.

Os nomes completos dos demais denunciados não foram detalhados nos comunicados públicos divulgados pelo Ministério Público à época da operação.

Crimes investigados

Os investigados passaram a responder por crimes como:

  • Associação criminosa;
  • Contratação direta ilegal;
  • Peculato na modalidade desvio;
  • Fraude processual;
  • Supressão de documentos.

Segundo o Ministério Público, após a primeira fase da operação, alguns investigados teriam obtido informações privilegiadas sobre o andamento das apurações. A suspeita é que documentos tenham sido alterados e provas destruídas para dificultar o trabalho dos investigadores.

Relembre o caso

A Operação Dionísio ganhou grande repercussão em Rondônia por atingir integrantes da alta administração estadual e envolver contratos milionários ligados a eventos culturais e agropecuários. O caso levantou discussões sobre a fiscalização de recursos públicos e a transparência na realização de eventos financiados pelo Estado.

Mesmo após as fases ostensivas da operação, o processo continua tramitando na Justiça e segue sendo acompanhado pelos órgãos de controle. Para muitos, a Operação Dionísio permanece como um dos episódios mais marcantes do combate à corrupção em Rondônia nos últimos anos.