O cantor MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brendon Coelho da Silva, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a cumprir quatro meses de prestação de serviços à comunidade após um processo relacionado a publicações nas redes sociais.

A condenação decorre de uma queixa-crime apresentada pela vendedora Ana Beatriz Amaral, que acusou o artista de injúria e difamação após uma troca de mensagens ocorrida no X, antigo Twitter, em 2024.

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Justiça determina prestação de serviços à comunidade

De acordo com a decisão judicial, MC Poze do Rodo deverá cumprir quatro meses de prestação de serviços à comunidade como consequência da condenação.

Segundo informações divulgadas pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a ação foi motivada por uma publicação em que o cantor chamou a seguidora de “bolo fofo” durante uma discussão nas redes sociais.

Na ação, Ana Beatriz Amaral alegou que, após a exposição, passou a sofrer constrangimentos e recebeu ofensas tanto no ambiente virtual quanto no local de trabalho.

Sentença cita repercussão nas redes sociais

Na decisão, a magistrada responsável pelo caso destacou que o artista teria buscado mobilizar a opinião pública contra a autora da ação, o que contribuiu para ampliar a repercussão do episódio.

O processo foi analisado no âmbito de uma queixa-crime apresentada pela vítima, que sustentou ter sofrido danos à honra em razão das publicações.

Cantor alegou que reagiu após ofensas à família

Na época da polêmica, MC Poze do Rodo utilizou as redes sociais para afirmar que sua reação ocorreu depois de a seguidora ter ofendido integrantes de sua família.

Em uma publicação, o cantor declarou que costuma responder quando considera que familiares foram atacados, justificando sua postura durante a discussão.

Caso reforça responsabilidade nas redes sociais

A decisão destaca que manifestações realizadas em plataformas digitais também podem gerar consequências jurídicas quando atingem direitos relacionados à honra, imagem e reputação de terceiros.

Casos envolvendo injúria, difamação e outros crimes contra a honra continuam sendo analisados pelo Poder Judiciário, mesmo quando as publicações ocorrem em redes sociais.