O deputado federal Fernando Máximo (PL), candidato ao Senado por Rondônia, voltou a se manifestar sobre a situação do Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia (HEURO), projeto anunciado como uma das principais promessas para ampliar e modernizar o atendimento de saúde pública em Porto Velho.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Máximo procurou afastar de sua atuação a responsabilidade pela paralisação e pelo atual cenário do empreendimento. Segundo o parlamentar, quando deixou o comando da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em 2022, o projeto já estava licitado e preparado para avançar.

Máximo ocupou a secretaria durante praticamente quatro anos, antes de deixar o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele afirma que, após sua saída, a condução da obra passou a ser responsabilidade do governo estadual e dos gestores que assumiram posteriormente a área da saúde.

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“Conseguimos licitar enquanto eu ainda era secretário, e aí depois começou a obra, e eu já fora da Secretaria de Estado. Depois não deram andamento e acabou que a obra parou, cancelaram o contrato”, declarou.

Projeto cercado por atrasos

O HEURO foi planejado para substituir o antigo Hospital João Paulo II e se tornou, ao longo dos anos, uma das obras mais aguardadas da área da saúde em Rondônia.

A construção, entretanto, acumulou problemas, paralisações e questionamentos relacionados ao contrato e à execução do projeto. Em fevereiro de 2025, o governo estadual anunciou o encerramento do contrato para construção do hospital e informou que buscaria uma alternativa por meio da aquisição de uma unidade hospitalar já existente.

A situação também gerou cobranças políticas, principalmente porque o projeto foi apresentado como uma solução de longo prazo para a demanda por atendimento de urgência e emergência na capital.

Participação de Máximo volta ao debate

Apesar da justificativa apresentada pelo deputado, sua participação no processo voltou a ser lembrada por críticos nas redes sociais. Máximo esteve à frente da Sesau durante o período em que o projeto avançou para a fase de contratação e também participou de eventos relacionados ao lançamento da obra.

A discussão ganhou novo peso neste ano, justamente durante a campanha eleitoral. Máximo é um dos candidatos que disputam uma das duas vagas ao Senado por Rondônia nas eleições de 2026.

Em sua manifestação, o parlamentar afirmou que continua defendendo a construção de uma estrutura capaz de oferecer atendimento adequado à população e disse manter o desejo de ver um novo hospital funcionando em Porto Velho.

“Eu quero ver esse hospital se tornar um lugar onde as pessoas cheguem sem medo, com esperança de serem acolhidas e cuidadas”, afirmou.

Governo aponta problemas no contrato

O governo de Rondônia já apresentou outra explicação para o fracasso da obra. Segundo a administração estadual, dificuldades enfrentadas pelo consórcio responsável pela construção contribuíram para as paralisações e para o encerramento do contrato.

O impasse envolvendo o HEURO, portanto, permanece como um dos assuntos mais sensíveis da saúde pública de Rondônia e voltou ao centro do debate político em meio à disputa eleitoral deste ano.

Com a obra sem conclusão e a população ainda aguardando uma solução definitiva para a estrutura de emergência da capital, a discussão agora também envolve a responsabilidade política de cada gestão que participou da história do projeto.