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Como a tecnologia na arquitetura acelera os projetos
Do BIM à realidade aumentada, veja como a tecnologia na arquitetura acelera projetos, reduz erros e libera o arquiteto para o que importa, criar.
Como a tecnologia na arquitetura está mudando o jeito de projetar
Você provavelmente já ouviu que a tecnologia chegou aos escritórios de arquitetura, porém o que isso muda de verdade no dia a dia de quem projeta? Muda quase tudo.
A tecnologia na arquitetura é o conjunto de ferramentas digitais que ajudam o profissional a desenhar, testar e apresentar um projeto com mais rapidez e menos erro, do modelo 3D inteligente às bibliotecas de objetos prontos e à realidade aumentada.
Na prática, ela tira do arquiteto boa parte do trabalho repetitivo e devolve tempo para a parte criativa.
Ao longo do texto você vai ver onde essa mudança aparece e por que ela deixou de ser um luxo para virar rotina.
Por que o setor demorou tanto para se digitalizar?
A arquitetura e a construção sempre estiveram entre as áreas mais lentas para adotar tecnologia, e essa lentidão cobra caro.
, os grandes projetos costumam levar 20% mais tempo que o previsto e estourar o orçamento em até 80%.
Parte do problema é cultural, porque muita gente ainda trabalha no papel. Outra parte é investimento, já que o setor aplica em pesquisa e desenvolvimento menos de 1% da receita, contra 3,5% a 4,5% de áreas como a automotiva e a aeroespacial.
A boa notícia para quem inicia agora é que essa defasagem virou oportunidade, porque quem projeta com apoio digital larga na frente enquanto a concorrência custa a mudar.
O que a tecnologia coloca na mão do arquiteto hoje
Na rotina de projeto, essa transformação não é abstrata. Ela aparece em ferramentas que qualquer profissional já consegue usar no computador do escritório:
Modelo BIM em 3D, em que cada elemento carrega informação de medida, material e custo, e não apenas a forma.
Bibliotecas de objetos prontos, que evitam remodelar do zero móveis, luminárias e revestimentos a cada novo projeto.
Renderização realista, que aponta ao cliente como o ambiente vai ficar muito antes de a obra começar.
Realidade aumentada, que permite percorrer o projeto com óculos ou pelo celular.
Colaboração na nuvem, que deixa a equipe inteira trabalhar sobre o mesmo arquivo, de qualquer lugar.
E o retorno aparece nos números. O mesmo estudo aponta que 75% de quem adotou o BIM relatou retorno positivo sobre o investimento, além de ciclos de projeto mais curtos e economia com papel e material.
Não é à toa que governos como os do Reino Unido, da Finlândia e de Singapura passaram a exigir BIM em obras públicas.
Se existe uma etapa que consome horas sem agregar muito valor, é a modelagem dos milhares de objetos que preenchem um ambiente.
O programa mais usado no mundo para projeto arquitetônico é o Autodesk Revit, e é justamente aí que as bibliotecas de famílias entram para poupar tempo.
reúnem milhares de famílias BIM de fabricantes reais, prontas para inserir no projeto em poucos cliques.
No lugar de desenhar cada cadeira, cuba ou luminária, o arquiteto escolhe, posiciona e retorna a atenção para o que realmente importa, pensar como as pessoas vão usar o espaço.
No fim, a tecnologia na arquitetura não substitui o olhar do profissional, ela amplia esse olhar.
O computador assume o repetitivo, e o arquiteto fica com aquilo que nenhuma máquina entrega, a sensibilidade de traduzir a vida das pessoas em espaço.
Em um mercado em que o cliente pesquisa, compara e quer ver o resultado antes de assinar o contrato, dominar essas ferramentas virou parte do serviço, não um diferencial distante.
A dúvida deixou de ser se vale a pena aprender e passou a ser quanto tempo ainda dá para adiar. Afinal, a próxima geração de projetos já nasce digital.
Fonte: Vilhena Notícias
Publicado por:
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